Teoria dos dois Fatores: como motivar colaboradores?
Conheça a Teoria dos Dois Fatores que explica como os colaboradores de uma empresa podem ser motivados de forma mais eficiente!

O que é a Teoria dos Dois Fatores? Em resumo, a teoria explica como as organizações podem melhorar a satisfação e prevenir a insatisfação dos seus empregados.
Você já ouviu falar naquela máxima “o bem mais precioso das empresas são as pessoas”?
Afinal de contas, as pessoas detém, o que é considerado por muitos, o capital mais valioso de uma empresa: o capital humano.
Em resumo, podemos conceituar o capital humano como um conjunto de conhecimentos técnicos e teóricos, habilidades, competências e experiências que foram conquistados pelos profissionais durante os seus anos.
De que adianta uma organização investir pesado em tecnologias e otimização de processos se não tiver ninguém para administrar isso tudo?
Manter o capital humano na empresa não é uma das tarefas mais fáceis e muitas organizações negligenciam esse fato.
Altos níveis de absenteísmo e rotatividade podem afetar diretamente nos resultados financeiros.
Ou seja, estudar formas de satisfazer os seus colaboradores e deixá-los motivados é determinante para o sucesso do seu empreendimento.
Por isso, Frederick Herzberg, psicólogo e professor universitário da área da gestão empresarial, publicou em 1959 o seu livro The Motivation to Work – A Motivação para Trabalhar – onde introduziu sua teoria que ajudaria a entender quais são os aspectos que tornam uma pessoa motivada.
Essa teoria foi chamada de Teoria dos Dois Fatores, veja mais a seguir.
A Teoria dos Dois Fatores
De forma resumida, a Teoria dos Dois Fatores consiste na observação de que alguns fatores dentro de uma empresa colaboram positiva ou negativamente para a satisfação dos colaboradores.
Herzberg dividiu os fatores em dois grandes grupos, os fatores higiênicos e os fatores motivacionais, sendo alguns responsáveis pela satisfação, e outros, portanto, pela não insatisfação.
Fatores higiênicos
Esses estão relacionados à não insatisfação. São fatores externos ao colaborador, afinal dizem respeito às condições de trabalho fornecidas pela empresa.
Assim, na Teoria dos Dois Fatores, aqueles tidos como higiênicos são:
- Salário;
- Gerência;
- Administração;
- Cultura organizacional;
- Relacionamento com colegas;
- Ambiente de trabalho;
- Segurança.
Conforme observado por Herzberg, os fatores higiênicos não tornam os colaboradores motivados. Ao invés disso, colaboram para que ele se sinta insatisfeito no trabalho caso não estejam ali presentes.
Afinal, ninguém gosta de trabalhar com um salário baixo ou em uma empresa com um clima tóxico, por exemplo.
Portanto, as pessoas buscam por segurança e estabilidade.
Fatores motivacionais
Conforme o nome sugere, os fatores motivacionais estão diretamente relacionados à motivação dos colaboradores.
Esses são intrínsecos ao colaborador, uma vez que estão diretamente ligados a seus objetivos profissionais e metas de vida. Dentre eles estão:
- Responsabilidades;
- Reconhecimento;
- Funções;
- Crescimento profissional;
- Realização;
- Progresso.
Estão relacionados ao conteúdo do cargo e às tarefas realizadas pelo profissional.
Veja também: O que é Comunicação Interna? Conceito, Vantagens e Melhores práticas
Os estados da motivação organizacional na Teoria dos Dois Fatores
De acordo com a Teoria dos dois fatores, na prática, existem quatro estados de motivação que uma empresa, ou uma equipe, podem estar.
- Alta higiene e alta motivação
A situação ideal. A princípio, os colaboradores estão totalmente motivados e quase não se queixam de nenhum tipo de problema
- Alta higiene e baixa motivação
Nesta situação, os colaboradores quase não se queixam de questões relacionadas à gerência, administração e salário. Porém, existe uma baixa motivação geral.
- Baixa higiene e alta motivação
Os colaboradores estão motivados para trabalhar, porém existem várias queixas. Muitas vezes por trabalharem em um lugar tóxico.
- Baixa higiene e baixa motivação
O pior de todos os cenários, os colaboradores estão insatisfeitos, desmotivados e, muito provavelmente, os níveis de absenteísmo e rotatividade estão altos.
Conclusão
Administrar uma empresa vai muito além da parte burocrática, técnica e financeira. Por fim, percebemos que a falta de desenvolvimento humano pode trazer danos irreversíveis para o negócio.
Não é por menos que áreas como de Recursos Humanos e Pessoas são tão importantes.
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